Sudeste Asiático e Ásia do Sul
O Grupo de Investigação sobre o Sudeste Asiático e Ásia do Sul tem desenvolvido o seu trabalho com especial enfoque nos seguintes temas: construção de Estados (e fenómenos conexos, como a fragilidade ou o colapso de Estados), numa perspetiva de cruzamento das Relações Internacionais, da Ciência Política e da Antropologia; nesta mesma ótica interdisciplinar, tem-se debruçado sobre as manifestações e evoluções do fenómeno nacionalista e bem assim sobre as questões de segurança numa perspectiva multidimensional, considerando as suas mais recentes interpretações (eg. segurança humana ou segurança energética). O Grupo tem também desenvolvido trabalho sobre o processo de integração regional no Sudeste Asiático, através do estudo das especificidades e evoluções da ASEAN, tanto numa perspetiva política, como económica e securitária. Têm merecido especial atenção alguns tópicos em particular, como o emergente conceito de Indo-Pacífico, a construção do Estado em Timor-Leste, a segurança energética no Sudeste Asiático (na Tailândia, na Malásia e na Indonésia), o nacionalismo (e irredentismo) na União Indiana, na Birmânia, na Tailândia, nas Filipinas e Indonésia e a evolução institucional da ASEAN, entre outros.
Projetos em curso:
Ásia Oriental
Esta linha de investigação conjuga as perspetivas dos estudos de área com várias ciências sociais, nomeadamente a antropologia, a ciência política, as relações internacionais, e a estratégia no estudo de várias temáticas na região da Ásia Oriental, que inclui a China, a Mongólia, o Japão e as Coreias.
- Mobilidades na Ásia Oriental: fluxos migratórios internos, internacionais e regionais, mobilidades rural-urbano, a mobilidade social e expectativas sociais, mobilidade territorial e a transição energética;
- O Estado chinês, identidade, organização, e coesão territorial: a administração do estado e o poder político, as tensões e cooperações regionais, a criação de grandes regiões, as diferenças económicas, sociais e culturais no território chinês e a sua administração;
- Tensões e disputas territoriais regionais entre os estados: relações bilaterais e no quadro de organizações intergovernamentais como a ASEAN;
- A projeção global do poder da China – as relações com África e os territórios lusófonos, o papel de Macau;
- A modernidade na Ásia Oriental, novas e emergentes configurações culturais e sociais, derivadas do crescimento das grandes cidades, dos novos média, da globalização e a sua interlocução com as várias camadas históricas, políticas e identitárias da região.
Secretariado Executivo
Diogo Cardoso
Gabinete Editorial
Patrícia Tomás
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Tel.: (+351) 213 600 487
Ext.: 453230
Gab.: 4 | Piso 0 | Bloco Tejo
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Rua Almerindo Lessa - 1300-663 Lisboa
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Médio Oriente e Ásia Central
No grupo de investigação Médio Oriente e Ásia Central são analisadas as dinâmicas geopolíticas estabelecidas entre os diferentes actores nesta área geográfica, usando uma abordagem interdisciplinar que conjuga as Relações Internacionais, a Ciência Política, a Antropologia e os Estudos Estratégicos. A partir desta abordagem, procura-se fazer uma análise à conjuntura regional, sob diversos prismas, esboçando cenários prospectivos enquadrados pela própria evolução das relações internacionais. Para tal, o grupo de investigação foi dividido em três grandes linhas: As Relações Geopolíticas e Geoestratégicas no Médio Oriente; A Turquia e o Mundo Turcófono e o Espaço Pós-Soviético.
Projetos em curso:
Há uma relação fundacional do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) com o interesse pelo Oriente. Chamemos-lhe Oriente, para simplificar, o que em 1906 e até à viragem do século XX eram os territórios sob soberania portuguesa no continente asiático. Em certa medida, este nexo não se perdeu com o encerramento do ciclo do império português e não deixou de ser incorporado nos novos rumos que o ISCSP tomou depois da sua reabertura no início dos anos 80.
Nesta tendência delineada no novo ISCSP, inseriu-se a criação do Instituto do Oriente (IO), que tendo visto a luz do dia em 1989, viria, pela mão do Prof. Narana Coissoró, a desempenhar importante papel na tímida área dos Estudos Asiáticos, beneficiando do apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) para o desenvolvimento de projetos de investigação ligados à questão de Macau e à China e posteriormente a Timor, no momento em que os estatutos jurídico e político daqueles territórios estavam em mudança e fazia sentido perspetivá-los, envolvendo atores e instituições locais, bem como vários especialistas investigadores dos temas. A par destes projetos, o IO organizou várias conferências internacionais de grande nível, convidando os mais prestigiados nomes, nacionais e internacionais, dos Estudos Asiáticos. O IO marcou igualmente o panorama editorial português da área com a publicação regular da Daxiyangguo, Revista Portuguesa de Estudos Asiáticos e desbravou áreas inéditas, como a construção de Estados. Com efeito, em Portugal são escassas as entidades cultoras dos Estudos Asiáticos, e tal lacuna tem sido preenchida pelo IO que, apesar de ter enfrentado conjunturas menos favoráveis, tem assegurado uma continuidade dos Estudos Asiáticos em Portugal, onde a discrição e a inexistência quase se confundem. A um cunho excessivamente historicista nos estudos sobre o Oriente longínquo (do Japão à Insulíndia, sem esquecer a China e a Índia), o IO contrapôs uma multidisciplinaridade que acolheu a vocação do ISCSP, casando a Ciência Política com as Relações Internacionais ou a Geopolítica, a Antropologia com a Economia.
Não obstante os padrões de continuidade, evidentes na ligação mantida aos espaços lusófonos, o IO abriu bastante o seu espectro, também geográfico, mas demonstrou sempre a necessária flexibilidade para se adaptar às novas necessidades e à abertura a recentragens que consubstanciem novos rumos e prioridades. Com esta natureza se espera que continue no futuro, num compromisso entre a tradição e as exigências do presente, recolhendo a sensibilidade dos seus dirigentes e investigadores para fixar velhas e novas agendas.
O Instituto do Oriente está atento às tendências e às dinâmicas dos Estudos Asiáticos e adota novas perspetivas sobre novos e velhos problemas de investigação. Qualidade e focagem da investigação, participação mais intensa em redes, projetos e conferências internacionais, uma atividade editorial mais intensa e indexação mais ampla da Daxiyangguo, captação de financiamentos alternativos aos canais tradicionais, que garantam e diversifiquem a sua acção, prestação de serviços à sociedade e realização regular de eventos, são alguns dos rumos a seguir para assegurar que o IO cresça e continue a afirmar-se como instituição de referência nos planos nacional e internacional.
Nuno Canas Mendes
Presidente
Mensagem do Presidente Honorário

Hoje, a Academia, a Investigação e a Sociedade encontram-se estreitamente interligadas. Assim, as Unidades de I&D assumem uma importância insubstituível para conciliar as necessidades próprias da Academia com as da Sociedade Civil, nas suas diversas áreas.
Neste sentido, o Instituto do Oriente (IO) tem como objetivo principal estudar a História contemporânea da Ásia e as perspetivas do futuro, principalmente nos seus principais países, nomeadamente China, Índia, Indonésia, Coreia do Sul e Japão, enfatizando o relacionamento bilateral com Portugal e com a União Europeia. Desta forma, procura contribuir para a produção de conhecimento científico e de conhecimento empírico, fundamental para os diversos atores da sociedade civil com interesse em promover as suas atividades de colaboração e cooperação com os seus congéneres no Oriente.
Como Presidente Honorário do Instituto do Oriente, aproveito a oportunidade para saudar e agradecer a todos aqueles que visitam o nosso sítio eletrónico, esperando que os conteúdos disponíveis possam ser um bom ponto de partida para os projetos que venham desenvolvendo, tanto a nível pessoal como a nível profissional.
Narana Coissoró
Presidente Honorário
