Investigador Carlos Piteira em entrevista ao jornal Hoje Macau

O estado actual da comunidade macaense foi o tema da entrevista ao investigador Carlos Piteira por Leonor Sá Machado do jornal Hoje Macau, no passado dia 26 de Janeiro. Abaixo um pequeno excerto da entrevista:
O ano de 2014 ficou marcado como o ano de celebração dos 15 anos da RAEM. Fazendo uma retrospectiva, como vê e caracteriza o estado actual da comunidade macaense no território?
De uma forma simplificada direi que ao longo destes últimos 15 anos do período pós-transição, a singularidade de Macau enquanto espaço da RAEM (Macau/China) saiu reforçada no que toca à sua afirmação identitária, por sua vez, já no que se refere à identidade do grupo de macaenses, provavelmente terá sido mitigada em termos da sua especificidade, o que não quer dizer que a comunidade esteja enfraquecida. Perderam-se apenas algumas referências que lhes dava mais notoriedade como grupo étnico, nomeadamente o facto de ser o grupo híbrido interlocutor entre uma administração portuguesa e o poder chinês sempre presente no território.
Há quem diga que a comunidade macaense nunca será uma parte significativamente sonante em Macau. Concorda com esta ideia?
Pelo menos a realidade não tem sido essa. O segmento da chamada “elite” macaense continua a ter um papel preponderante na sociedade civil, assim como na própria estrutura da governação directa e indirecta. A questão poder-se-á colocar na fase pós geracional. A ver vamos.
A entrevista completa está acessível em http://hojemacau.com.mo/?p=81562