2012
Índice
Pedro Matias Santos
The Mosque of Ayodya: Metonymy of Communalism in India
Paulo Duarte
China in the New World Order: the Changing Nature of Nature of Chinese Foreign Policy
Tiago Ferreira Lopes
Da Criação do Espaço Eurasiático ao novo Eurasianismo: Reflexão sobre a Identidade Geopolítica e Geoestratégica da Federação da Rússia: o caso específico do Cáucaso Norte
Heitor Barras Romana
China and Russia's New Technocracy
Teresa Almeida e Silva
O «Novo» Mundo Árabe: Ruptura ou Continuidade?
Pedro Matias Santos
In 1528 a mosque was built on the ruins of a hindu temple. Babri Masjid was built in Faizabad district of Uttar Pradesh in the city of Ayodhiya by Mir Baqi, commander of the first Mughul Emperor Babar, after demolishing the Hindu temple dedicated to Rama. The mosque was named «Babri Masjid» after the Emperor Babar. The thing is that the site of the demolished Hindu temple is considered to be the birthplace of Hindu god Rama and therefore called Shri Ramjanmabhoomi. In so being the site is claimed by both Hindus and Muslims. So Ayodhiya is par excellence the metonymy of communalism, i.e., conflict between religious groups in the Republic of India, in this case between Hindus and Muslims. Being Ayodhya one of seven most holy places in India for Hindus.
Paulo Duarte
This article is based on an assumption: the China of today has a new foreign policy based on five main features: the search for a full partnership with the United States through a new bilateral relationship; the commitment to a strategy of economic security; a proactive approach in defining the regional order; a growing trend towards soft balancing in the relationship with the major powers (which is related to a deeper strategic partnership with Russia); and, finally, the use of soft power as a means of promoting Chinese interests regionally and globally. We intend to demonstrate that the abovementioned foreign policy trends explain the rapid increase of Chinese participation in international affairs, contributing to a rapid rise of China as a world power. This is, the main conclusion of the present article.
Tiago Ferreira Lopes
Na sequência da queda do comunismo (facto imediato) e com a perda, nos anos subsequentes, de relevância internacional da Federação da Rússia era expectável um aumento da atractividade da retórica do novo euroasianismo. Como primeira consequência da adopção desta doutrina geopolítica e geoestratégica a Rússia «entrou num período de mudanças significativas na sua política externa desde 1993» (Smith, 1999, p. 494), tendo acelerado o ritmo das mudanças após 1999 com a chegada ao poder de Vladimir Putin. É sobre a dinâmica da doutrina geopolítica e geoestratégica do novo eurasianismo e o seu potencial transformador no Cáucaso Norte que irá debruçar-se o presente artigo.
De modo a simplificar a exposição argumentativa, o artigo foi dividido em quatro momentos: 1.) numa primeira fase abordaremos a origem do conceito de Eurásia recorrendo a uma sinopse histórica desde o reinado do imperador Pedro I ao fim da Rússia Imperial; 2.) num segundo momento, analisaremos a criação da doutrina eurasiática no decurso da revolução comunista; serão também tidos em consideração momentos específicos de aplicação do eurasianismo e as razões do seu declínio; 3.) Ao longo da terceira parte serão explicadas as dinâmicas que levam ao surgimento do novo eurasianismo na Rússia pós-soviética e os argumentos desta doutrina geopolítica e geoestratégica; 4.) no último subtítulo iremos explorar a usabilidade do novo eurasianismo no Cáucaso Norte, região que em simultâneo se encontra no coração da Eurásia e na fronteira entre os dois blocos continentais [Europa – Ásia].