Joanes da Silva Rocha
Historiador arquitetônico com ênfase na presença lusitana no leste asiático. Mestre em Teoria e História da Arquitetura pela Universidade de Brasília (PPG-FAU-UnB). Ex-intercambista em Kyōto, Japão. Professor universitário e membro do Núcleo de Estudos Asiáticos da Universidade de Brasília (NEASIA-UnB). Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Resumo
Este artigo tem como objetivo descrever a cerimônia do chá, ou cha no yu, e suas características históricas, culturais e estéticas através do livro Nihon kyōkaishi escrito pelo jesuíta João Rodrigues Tçuzu nos primordios do século XVII. Ao termino, procuramos distinguir e compreender o embate entre duas visões de mundo sobre a beleza: o valor europeu de “beleza como perfeição e etérea” em contraste com o sentido japonês de “beleza como imperfeição e efêmera” principalmente inferida apartir do conceito de wabi -sabi.
Para tanto, o texto iniciará com uma breve contextualização do autor, seguido dos aspectos históricos do Japão desde a chegadas das primeiras sementes até a consolidação do cha no yu pelas mãos do mestre Sen no Rikyū. E, em seguida, o roteiro de um encontro para o chá no século XVI e seus aspectos estéticos através dos olhos de Tçuzu.
Palavras-chave: Cha no yu, João Rodrigues Tçuzu, wabi-sabi, Sen no Rikyū.
Abstract
This article aims to describe the Tea ceremony, or cha no yu, and its historical, cultural and aesthetic features through the book Nihon kyōkaishi written by the Jesuit João Rodrigues Tçuzu during the early seventeenth century. In the end, we seek to distinguish and understand the clash between two worldviews about beauty: the European value of “beauty as perfection and ethereal” in contrast to the Japanese sense of “beauty as imperfection and ephemeral,” mainly inferred from the concept of wabi-sabi.
In order to do so, the text begins with a brief contextualization of the author, followed by the Japanese historical background from the arrival of the first seed until the consolidation of cha no yu by the hands of the master Sen no Rikyū. Then, the script for a Tea ceremony meeting during the sixteenth century and its aesthetical aspects through Tçuzu’s eyes.
Keywords: Cha no yu, João Rodrigues Tçuzu, wabi-sabi, Sen no Rikyū.
Daniela Silva Martins
Licenciada em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa, Rua Almerindo Lessa, Pólo Universitário do Alto da Ajuda, 1300-663 Lisboa, Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..
Resumo: O presente artigo analisa a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) do ponto de vista do processo de democratização, pretendendo demonstrar que a realidade dos Estados que integram a organização se revela adversa à concretização, a curto e a médio prazo, do objetivo democrático que tem vindo a ser afirmado desde a redação da Carta da ASEAN. No Sudeste Asiático existem diferentes formas de governo, igualmente distantes de se poderem afirmar como verdadeiras democracias. Este artigo também pretende dar a conhecer o exemplo de sucesso da Indonésia, um dos Estados-membros da ASEAN, que iniciou um processo de transição democrática na década de 1990, revelando um forte potencial para influenciar os restantes Estados a implementarem as reformas necessárias para seguirem o caminho da transição democrática.
Palavras-Chave: ASEAN, Sudeste Asiático, Democracia, Indonésia.
Abstract:
The following article analyses the Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) from the perspective of the democratization process, intending to demonstrate that the reality of the states that integrate the organization is adverse, both to a short and medium term, of a democratic goal, which has been acknowledged ever since the drafting of the ASEAN Charter. Southeast Asia comprehends different forms of government that remain equally far from being able to assert themselves as democracies. Although, it is also a purpose of the present article to provide the successful example of Indonesia, one of the ASEAN member states that followed a process of democratic transition in the late 1990s, revealing a high potential to influence the remaining States to implement the necessary reforms to follow the path for democratic transition.
Keywords: ASEAN, Southeast Asia, Democracy, Indonesia.
Na passada quinta-feira, dia 14 de Março, o Instituto do Oriente recebeu a Embaixadora das Filipinas em Lisboa, Celia Anna M. Feria, que desempenha estas funções desde Maio de 2017 e o Cônsul Gines Jaime Ricardo D. Gallaga. São, ainda, representantes dos interesses filipinos em Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé e Princípe.
A reunião teve lugar nas instalações do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP/ULisboa), e teve por objetivo a discussão de futuras atividades envolvendo as duas entidades, bem como o aprofundar dos laços do IO com a região.

"The United States should seek the gradual denuclearisation of North Korea because an "all-or-nothing" strategy will not help break an impasse in talks, a special adviser to South Korea's president said on Tuesday."
"Following a series of explosions that took place at Ncell towers and other public places across the country, the government has banned the Communist Party of Nepal led by Netra Bikram Chand."
"The Trump administration used an annual human rights report to call out Saudi Arabia on Wednesday over the October killing of U.S.-based journalist Jamal Khashoggi."
O 2018 Global Go to Think Tank Index Report, relatório da autoria de James G. McGann, publicado em 2019 pela Universidade da Pensilvânia, classificou em 20.º lugar o Instituto do Oriente de entre os 30 melhores centros de estudos regionais do mundo associados a universidades.
Poderá consultar a listagem aqui.

Cláudia N. M. Q. Ribeiro
Doutorada em História e Filosofia das Ciências pela Faculdade de Ciências de Lisboa. Mestranda em Estudos Asiáticos na Universidade Católica de Lisboa. Autora do livro “No Dorso Do Dragão” e tradutora do livro “Dao De Jing”. Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Resumo:
O Lótus Azul é a obra de Hergé onde as dimensões históricas, políticas e etnográficas de um país foram mais bem transmitidas. Desde há mais de oitenta anos tem sido a porta de entrada de milhares de crianças (e adultos) para o conhecimento da China e da sua civilização, despertando-lhes amiúde um interesse perene. Nesse sentido, pretendo aqui averiguar a veracidade do retrato de Xangai que Hergé nos oferece. Começo pelos acontecimentos que estiveram na base da elaboração do álbum, nomeadamente a amizade entre Hergé e Tchang Tchong-jen. De seguida, convocando estudos relacionados com a Xangai dos anos trinta, tento apurar o grau de realismo com que a cidade é apresentada, mapeando tanto as suas características urbanas como o contexto socio-político da época. Por fim, analiso o modo – que nada tem de inocente – como Hergé representa os vários grupos étnicos que então habitavam Xangai.
Palavras-chave:Xangai, Tintim, anos 1930, China
Abstract:
The Blue Lotus is Hergé’s work where the historical, political and ethnographic dimensions of a country are better represented. For more than eighty years now, it has been the gateway to the knowledge of China and its civilization for thousands of children (and adults), often arousing in them a perennial interest. Therefore, I intend to ascertain here the truth of Shanghai’s portrait by Hergé. I begin with the background story of the album’s elaboration, namely the friendship between Hergé and Tchang Tchong-jen. Then, summoning studies about Shanghai in the thirties, I try to evaluate the degree of realism in the presentation of the city, mapping both its urban features and the socio-political context of the time. Finally, I analyse the way – which has nothing innocent about it – Hergé presents the various ethnic groups that inhabited Shanghai.
Keywords: Shanghai, Tintin, the thirties, China
Angela Guida
Doutora em Poética, Pós-doutora em Estudos Literários. Docente do Programa de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Estudos de Linguagens e Educação Matemática da UFMS. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, Brasil. Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Resumo:
Pretendo, com este artigo, produzir uma reflexão acerca de alguns elementos culturais que constituem uma das culturas mais antigas, tradicionais e simbólicas do mundo oriental: a chamada cultura japonesa. Pretendo demonstrar que estes elementos são constituintes dessa cultura, e não estereótipos dela, como a grande narrativa do discurso hegemônico deixa entrever. Para que eu possa alcançar meu propósito, procurei dialogar com diferentes manifestações artísticas e culturais que passam pela dança, teatro, literatura e cinema. Acredito que essas manifestações artísticas e culturais têm grande importância para dar ao mundo ocidental uma ideia de como é o Japão, um país de cultura tão encantadora e enigmática ao mesmo tempo, para além dos estereótipos. Quando se fala no Japão, os ideogramas, seu singular sistema de escrita vêm à mente, igualmente vêm as cerejeiras em flor e o silêncio, ligado à serenidade e contemplação na forma de lidar com questões cotidianas. Apesar de realmente serem elementos que realmente constituem a cultura nipônica, o Japão não é só ideogramas, cerejeiras e silêncios contemplativos, conforme tentarei demonstrar neste artigo ao convocar obras de literatura e cinema que, mesmo trazendo esses elementos, fogem à perversidade da colonização ocidental, que diminui conhecimento e cultura produzidos fora de seu eixo. Desse modo, desejo discutir que seduzir a imaginação não deve ser confundido com a ideia de reforçar estereótipos e visões distorcidas sobre culturas orientais, sejam elas japonesas ou não.
Palavras-chave: Cultura japonesa, arte, tradição, diálogo.
Abstract:
I intend to reflect on some cultural elements that constitute one of the oldest, traditional and symbolic cultures of the Eastern world: Japanese culture. I intend to demonstrate that these elements are constituents of this culture, not stereotypes of it, as the great narrative of the hegemonic discourse allows us to see. So that I can achieve my purpose, I have tried to dialogue with different artistic and cultural manifestations that go through dance, theater, literature and cinema. I believe that these artistic and cultural manifestations are of great importance to give the Western world an idea of what Japan is like, a country of culture so enchanting and enigmatic at the same time, beyond stereotypes. When one speaks of Japan, ideograms, their singular writing system come to mind, so do cherry blossoms and silence, linked to serenity and contemplation in dealing with everyday issues. Although they really constitute the Japanese culture, Japan is not only cherry ideograms and contemplative silences, as I will try to demonstrate in this article by calling together works of literature and cinema that, even when bringing these elements, escape the perversity of Western colonization, which diminishes knowledge and culture produced outside its center. In this way, I want to discuss that seducing the imagination shouldn’t be confused with the idea of reinforcing stereotypes and distorted visions of Eastern cultures, whether Japanese or not.
Key words: Japanese culture, art, tradition, dialogue.
No dia 15 de Março de 2019, terá lugar no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, no Auditório do Piso 1, pelas 15 horas, uma aula aberta intitulada “Brave New World: Debt, Industrialization and Security in China-Africa Relations” lecionada pelo Professor Christopher Alden, do departamento de Relações Internacionais da London School of Economics.
O Professor Chris Alden é especialista em Análise de Política Externa e investigador da South African Institute of International Affairs (SAIIA). É co-diretor do Africa International Affairs Program, no Think Tank LSE Ideas e é fundador do East Asia Project, na Universidade de Witwatersrand, onde lecionou entre 1990 e 2000. Tem inúmeras obras publicadas sobre o tema das relações Sul-Sul, com especial foco nas relações China-África.

"The United States should seek the gradual denuclearisation of North Korea because an "all-or-nothing" strategy will not help break an impasse in talks, a special adviser to South Korea's president said on Tuesday."
"Following a series of explosions that took place at Ncell towers and other public places across the country, the government has banned the Communist Party of Nepal led by Netra Bikram Chand."
"The Trump administration used an annual human rights report to call out Saudi Arabia on Wednesday over the October killing of U.S.-based journalist Jamal Khashoggi."