Acculturatin in the Portuguese overseas experience with Japan: A Rudmin Model application | Aculturação na experiência além-mar portuguesa com o Japão: Uma aplicação do modelo de Rudmin
Joaquim Filipe Peres de Castro
Investigador responsável pelo projeto de investigação intitulado «A possibilidade de uma segunda cultura – Estudo sobre o conceito de aculturação a partir do caso dos portugueses em França», o qual decorre no Centro de Estudos das Minorias (CENMIN) na Universidade Fernando Pessoa. Doutorado em Ciências Sociais com especialidade em Psicologia. Email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. Morada: 77 Rue Mazelle, 57000 Metz, France.
Abstract:
This paper provides a historical point of view about the acculturation phenomenon. The Portuguese historical and cultural backgrounds were employed in order to report acculturation as a reciprocal learning process, which was regulated by motivations. The current paper provides an emic point of view, because it was presumed a lack of equivalence between the Portuguese and the Anglo-Saxon cultures regarding the acculturation construct. The Portuguese minority in Japan, during the 16th century did not prefer the integration cultural attitude regarding the Japanese majority culture. The acculturation process was antagonistic, and it was regulated by strong motivations in both cultures. However, the Portuguese minority was reporting to learn a second culture. The acculturation process was still negotiated, relative, and it was multidimensional, because the two cultures were affecting each other according to the different cultural domains, even because both cultures were displaying different attitudes accordingto their social classes.
Keywords: acculturation, Rudmin Model, fusion model, emic
Resumo:
Este artigo fornece um ponto de vista histórico acerca do fenómeno da aculturação. Oslegados históricos e culturais portugueses foram empregues no sentido de reportarem a aculturação como um processo de aprendizagem recíproco, o qual foi regulado pelas motivações. Este artigo fornece um ponto de vista emic, pois foi presumido a existência duma falta de equivalência entre as culturas portuguesa e a anglo-saxónica no constructo da aculturação. A minoria portuguesa a viver no Japão, durante o século xvi, não preferiu a atitude cultural da integração face à cultura da maioria japonesa. O processo da aculturação foi antagonístico e regulado por fortes motivações em ambas as culturas. Contudo, a minoria portuguesa reportou estar a aprender uma segunda cultura. O processo da aculturação foi ainda negociado, relativo e multidimensional, uma vez que as duas culturas se influenciam mutuamente em diferentes domínios, pois ambas as culturas reportaram diferentes atitudes culturais consoante as suas classes sociais.
Palavras-chave: aculturação, modelo de Rudmin, modelo de fusão, emic